Café da Manhã: Abordagem transversal dos custos é fundamental para gerar competitividade

Hospitais têm que considerar toda a jornada do paciente para integrar e analisar os dados de forma estratégica, e estabelecer margens operacionais positivas A Anahp realizou mais uma edição do seu tradicional Café da Manhã nesta terça-feira (24). O evento aconteceu em parceria com a Planisa, especializada em apoiar organizações de saúde que buscam otimizar seus resultados financeiros e operacionais, e abordou o tema “Competitividade financeira na jornada do paciente intra-hospitalar”. Marcelo T. Carnielo, diretor de Serviços da Planisa, explorou o impacto das metodologias de custeio na gestão hospitalar, enfatizando a necessidade de adequação ao cenário atual. Segundo o executivo, o método não é novidade, mas o desafio persiste na aplicação prática e eficiente. “Mesmo em 2024, muitos hospitais ainda desconhecem as margens exatas dos procedimentos que comercializam”, destacou. Um dos pontos centrais é a diferença entre as visões departamental e transversal da jornada. Carnielo explicou que o modelo convencional, focado na performance individual dos departamentos, pode ser insuficiente. “É essencial enxergar o caminho de forma integrada, conectando as diferentes unidades pelas quais o paciente passa. Isso nos dá uma perspectiva mais precisa dos custos e resultados para o hospital”, argumentou. Nesse sentido, o diretor defendeu o uso de soluções informatizadas e demonstrou como a tecnologia pode transformar a coleta e análise de dados em tempo real. “No mercado de hoje, as respostas precisam ser rápidas e baseadas em dados sólidos. Abandonar o uso de planilhas manuais e apostar em sistemas que integram dados assistenciais e econômicos é condição para manter a competitividade”, afirmou. Carnielo também destacou a relevância de uma análise estatística mais apurada, com a exclusão de outliers e o uso de técnicas de normalização para garantir uma visão mais precisa dos números e indicadores. “Isso permite calcular margens de maneira mais segura, reduzindo riscos na precificação dos serviços”, reforçou. E mencionou que o uso de técnicas como o boxplot e a análise de dispersão são ferramentas indispensáveis. O especialista concluiu a apresentação com uma mensagem clara: para gerar margens operacionais positivas é necessário, além de coletar os dados, integrá-los e analisá-los de forma estratégica. “Somente ao conectar as informações e trabalhar em equipe — desde o setor de custos até o comercial e assistencial —, os hospitais poderão atingir um nível de gestão capaz de gerar resultados sustentáveis e competitivos no mercado de saúde atual”, finalizou.

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